|
No espaço do meu corpo há um cheiro de maça verde e eu habituei-me
a esperar-te inteiro à beira do tempo enquanto as esquinas se dobram de espanto Tu és a certeza nesta viagem pelo amanhecer
tranquilo em que a madrugada se despe das palavras quietas que cheiram a ti Eu sou a incerteza da partida que sabe a desejo
Descobri que posso me permitir o luxo de não ser perfeito de estar cheio de defeitos, de
ter fraquezas, de me enganar, de fazer coisas indevidas e de não responder as expectativas dos outros. E , apesar disso...
Gostar de mim Quando me olho no espelho e procuro quém fui…sorrio àquele que sou… Alegro-me do caminho andado,
assumo minhas contradições. Sinto que devo saudar o jovem que fui com carinho, mas deixa-lo de lado porque agora atrapalha-me.
Seu mundo de ilusões e fantasias, já não me interessa. É bom viver sem ter tantas obrigações. Que bom não sentir um desasossego
permanente causado por correr atrás de tantos sonhos
-
O poema é como um corpo de mulher.
-
Há-de ser suave,leve, belo.
-
Há-de possuir pontos sensíveis,
-
em que um simples toque o faça vibrar.
-
Há-de ser forte e delicado,
-
flexível,mas inquebrável.
-
Para alguns é impenetrável.
-
Para alguém especial,
-
é aberto,
-
transparente,
-
claro

|